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São 15 anos dedicados ao Death Metal, a Land of Tears do Rio de Janeiro falou de planos e projetos, além de passar por alguns temas do passado. Confira!

Por Raphael Arízio

Como está sendo a recepção do “Ancient Ages of Mankind”? quais os frutos que a banda colheu com esse lançamento?

Robson Souto: Estamos em ritmo de divulgação do mesmo, recebendo ótimas críticas por parte da mídia especializada e do público, nossa satisfação pessoal é o melhor fruto.

O disco se destaca com uma linda capa e um tema não comum em bandas de metal extremo. Como foi feita essa escolha para o disco?

Robson Souto: Este álbum e nossas últimas composições vêem abordando o mundo antigo, suas histórias, mitos e etc. A capa foi uma homenagem a um grande vulto histórico da humanidade, Alexandre o Grande, e também existe uma música dedicada a ele, a “Mega Alexandros”. Eu visualizei a capa e decidi que seria um ótimo cartão de visitas da banda. Pelo visto, acertamos na escolha pois muitas pessoas a elogiam.

A banda recentemente lançou um vídeo para a faixa-título de seu disco, “The Ancient Ages of Mankind”. Como foi a concepção desse clipe e como tem sido sua aceitação até o momento?

Robson Souto: Da concepção até a finalização, foram longos e trabalhosos seis meses ou mais um pouco. Eu tive a ideia principal e a levei para Vinicus Hozara, da CS Vídeo, responsável por diversas produções do gênero. Juntos elaboramos o roteiro e transformamos em realidade o clipe. Quem assiste curte, seja pelo trabalho visual, pela música ou por ambos. Creio que pelo fato de nunca ter sido feito algo da forma que foi feito o nosso clipe no Brasil já vale o registro para a galera que vier depois.

A banland-of-tears_The-Ancient-Ages-Of-Mankindda, no começo, apresentava muitos elementos de Doom Metal em seu som, mas foi gradativamente ficando mais agressiva com o passar do tempo. Como foi essa evolução para algo mais extremo? Foi uma evolução natural ou algo planejado?

Robson Souto: Foi natural, fazemos o que gostamos – isso sempre foi e sempre será. A evolução é necessária, se nos agrada o resultado e ficamos felizes? É o que conta. Atender às expectativas do público será consequência dessa homogeneidade musical que a banda vier a alcançar.

A banda teve uma grande evolução do “World of Pain” ao “The Ancient Ages …”. O que a Black Legion ajudou para chegar a esse ponto, e o que a assessoria trouxe de bom para a banda?

Robson Souto: Amizade, complemento de ideias, parceria, evolução, melhor exposição e crescimento são alguns dos pontos em destaques que uma assessoria deve ter, como é o caso da BLP. Tem banda que acha que é fácil, num dia você está sem assessoria, no outro você tem e tem que ser headline do Wacken? Não é assim, a banda tem por responsabilidade que trabalhar sério e mais pesado ainda. A assessoria, como o nome já diz, é para assessorar o seu trabalho; quem tem que mostrar conteúdo é a banda. Graças a essa parceria nos apresentamos ao lado de nomes como Toxic Holocaust, Vital Remains e de diversas outras bandas nacionais de igual qualidade. Sempre há um canal aberto para a exposição do seu trabalho se você faz a sua parte. Nós estamos trabalhando juntos, talvez por esse motivo as coisas fluem tão bem para o Land of Tears, não deixamos na responsabilidade deles o que é da nossa. O resultado está ai.

Em 2016, o Land pretende fazer a sua primeira tour gringa. O que a banda já tem de concreto sobre isso e o que acham que uma tour fora do país pode acrescentar de melhor para a banda?

Robson Souto: Com certeza é a concretização do trabalho. Carimbar o passaporte da banda tem dois sentidos; emoldurar o trabalho que se vem fazendo ao longo desses 15 anos, quem não quer tocar lá fora? Ainda mais no berço do Death Metal, a Europa, e voltar alguns degraus acima de onde você estava, vindo mais maduros e mais profissionais. Já temos quatro datas confirmadas, na Holanda, Alemanha e Bélgica. Ao total, devem ser 18 shows em 22 dias.

Geralmente, muitas bandas tem um período de dois anos entre um lançamento e outro. Sendo assim, ano que vem irá fazer dois anos do lançamento do último disco. Então, já há previsão para o lançamento de um próximo disco ou EP?

Robson Souto: Estamos em processo de composição do novo álbum. Já temos algumas músicas prontas, mas temos muito trabalho pela frente. Esse novo álbum dará continuidade ao tipo de abordagem que fazemos tanto por parte conceitual como parte musical. O tipo de Death Metal que tocamos ilustra muito bem a identidade do L .O.T. , tem um pouco de tudo, não deixamos de lado nossas raízes musicais. É difícil ser original quando muita coisa boa já foi feita, não quer dizer que não possamos tentar sermos originais sendo nós mesmos. Aguardem o que estar por vir!

Qual é a forma de composição da banda? Algum integrante compõe sozinho ou é um trabalho conjunto em ensaios?

Robson Souto: Sempre nos reunimos num brainstorm e levamos as ideias de todos; e vamos dando corpo à música. Todos contribuem, às vezes temos mais de um do que de outro, isso não é relevante. O resultado tem que agradar a todos do grupo.

A banda já tocou com grandes nomes como Vital Remains e Toxic Holocaust. Como foi essa experiência?

Robson Souto: Sim, inclusive mencionei isso anteriormente, foi ótimo como músicos mostram nosso trabalho nesses shows e dividem o palco com bandas gringas. É muito bom, ainda que tenha o mesmo peso de subir no palco com bandas nacionais, creio que o legal é quando você é fã dessa banda, você pode trocar ideias e experiências com os caras e isso pode acrescentar muito! Tenha certeza disso!

Recentemente, a banda fez um giro por Cariacica (ES) e Governador Valadares (MG). Como foi a recepção e o saldo desses shows?

Robson Souto: Foi sensacional! Essa foi uma experiência nova, ao tocar em mais de um show seguido. Já estamos nos preparando mesmo que em uma escala menor para o que vem por aí em nossa tour. A organização e públicos capixabas e mineiros foram ótimos para a banda! Tudo transcorreu muito bem e com certeza iremos voltar outras vezes. O saldo foi além dos eventos em si; fora os convites singulares que a banda recebeu para se apresentar em outros eventos já confirmados aguardando somente a divulgação por parte dos organizadores.

Espaço para agradecimentos e considerações finais:

Robson Souto: Em nome do Land of Tears, mais uma vez, agradeço o espaço cedido a nós, e sempre dizendo que sem esse meio e essa oportunidade dados não seria possível a integração entre a banda e público. Continuem assim, nos aguardem pois novidades estão por vir. Hails!!!!

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