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Recentemente foi anunciado um projeto de aulas de técnicas vocais com a vocalista Daniele Krauz. Quais os objetivos desse projeto?

Eu já ofereço aulas presenciais e via Skype, além das vídeo aulas no meu canal no YouTube, mas eu queria alcançar um público maior e usar melhor as ferramentas atuais. Resolvi experimentar a oferta de aulas via Whatsapp agregado ao material que já tenho online. Então centralizei tudo no grupo aberto no Facebook: Técnica Vocal com Dani Krauz. A ideia do projeto é alcançar as pessoas que desejam aprender a cantar ou desenvolver suas habilidades mas não tem acesso a professores, seja por condições financeiras ou por não haverem profissionais onde moram. Ao lado disso também há a minha vontade de compartilhar os conhecimentos que adquiro e que podem facilitar a vida tanto dos estudantes quanto dos professores. Assim ofereço a possibilidade de aulas pagas e também a possibilidade de ganhar aulas totalmente gratuitas interagindo em eventos que posto no grupo. Já faz mais de dez anos que trabalho com aulas de técnica vocal tanto para cantores quanto para outros profissionais que precisam da voz para trabalhar.

Há muitas pessoas que também tem dificuldade em se comunicar com os professores de canto ou com um fonoaudiólogo dificultando o desenvolvimento do processo de aprendizagem. Eu tenho muita facilidade em reproduzir exercícios e testar variações assim como em reproduzir os erros que os alunos cometem dessa maneira consigo testar primeiro em mim e oferecer uma resposta para as dúvidas que me trazem. O meu canal é bem mais famoso pelas aulas de técnica vocal do que pelos meus vídeo clipes. Cantar sempre foi a minha vida e eu adoro ensinar. Recebo muitas perguntas no ask.fm e na minha página no Facebook a respeito de problemas vocais. Todas essas dúvidas são um desafio, eu pesquiso e desenvolvo exercícios específicos para cada caso. Em consequência minha própria técnica fica cada vez melhor.
A banda lançou um clipe para a música “Forever”. Como tem sido a sua repercussão? Pretendem lançar mais algum vídeo?
O clipe da Forever tem tido ótima visualização. O clipe fez tanto sucesso quanto o “Divine”, lançado a um ano atras. Apesar de serem lançados num intervalo de tempo tão grande as imagens foram gravadas com poucos meses de diferença. Nesse clipe eu queria mostrar a banda no palco, resolvi usar as cenas de nossa apresentação no festival Guarapuava Rock City de 2015. É um formato totalmente diferente da filmagem do clipe para a “Divine”, que foi com roteiro. Quando se faz esse tipo de material pela primeira vez é difícil saber como trabalhar. A minha maneira de me apresentar mudou bastante, eu acho, também entender o funcionamento do processo de produção do clipe me ajuda a pensar melhor na execução em si.

O próximo clipe a ser lançado será da “Holy Dance”, que também já é uma proposta bem diferente. Já tenho o clipe da música “Holy Dance” praticamente pronto. Eu pretendia lançá-lo em março mas houveram contratempos. Acredito que em abril ele já esteja disponível no YouTube. Nesse clipe temos a participação de dois dançarinos, Ivan Luis Moreira, com inspiração no balé, e Lu Faddah, fazendo dança do ventre. Pretendo comparar a preferência do público entre os três clipes para direcionar melhor os próximos trabalhos. Se bem que já estou com várias ideias para as próximas músicas. A intenção é fazer clipes para todas as músicas do CD, eventualmente com participação de outros músicos, atores e dançarinos e se possível de fãs também. Eu gosto de trabalhar com grupos e mostrar talentos de outras pessoas. Por exemplo, no clipe da “Devine” os músicos são meus amigos e a garota é minha fotógrafa particular, Ellen Karolynne.

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Como tem sido a repercussão para o EP “Insight”? A banda conseguiu atingir os objetivos que almejava?

Posso dizer que alcançamos uma repercussão que eu não esperava. Sendo meu primeiro trabalho no Metal, primeiras composições e gravação foi um tiro no escuro. Eu acredito totalmente na qualidade do meu trabalho, mas tenho consciência das dificuldades do meio. Encontrar o público, conseguir divulgação, criar espaço é um trabalho lento. Felizmente o público tem sido bastante receptivo com as músicas do EP “Insight”. Até mesmo pessoas que não costumam escutar mMtal gostaram das músicas e vários fãs tem compartilhado nossas publicações, clipes e áudios. Houve um grande salto de visualizações no meu canal e os vídeos ganharam mais visibilidade. Agora meu material já alcançou fãs na Alemanha, EUA, Inglaterra. Muitos músicos brasileiros e estrangeiros tem vindo me parabenizar pela qualidade das músicas. Temos tocado em várias rádios e vários programadores já me contataram pedindo meu material pra tocar. Isso é um grande incentivo para caprichar mais no CD e continuar surpreendendo e atendendo a qualidade que é esperada pelo público.

A banda tem previsão de lançamento de um disco completo para ainda em 2016? Quais os planos da banda para esse ano?

Sim, as composições já estão em andamento. Esse CD já está sendo preparado desde o ano passado, composições antigas ganharam nova cara e estão saindo algumas novas. Faltam apenas duas músicas para fechar as doze que serão gravadas. É difícil ainda apresentar uma data de lançamento para esse CD, mas a intenção é conseguir isso no primeiro semestre. As composições vão ser bem variadas, mantendo a ideia do EP de não se prender a um estilo. Devo me concentrar prioritariamente na produção do EP e dos clips em 2016. Não sei se vou conseguir fazer todos os clipes neste ano, mas é um desafio interessante. Estou estudando edição de imagens e pesquisando a respeito de produção visual. Gosto de por as minhas mãos no trabalho.

Estou também observando o que as pessoas tem curtido mais, que rumos a música tem tomado. Todo esse trabalho de pesquisa é muito enriquecedor, amadurece minha visão da música e me insere no mundo das artes visuais. Tenho explorado mais minha imagem e brincado com as fotos, estou procurando maneiras de exteriorizar tudo que penso e sinto de forma ampla, abrangente, mas clara. Todos temos muitas personalidades diferentes e a arte me permite mostrar todas as minhas. Creio que a maior novidade deste ano na minha carreira será a exploração de fetiches. Tenho sido procurada por fãs com os fetiches mais variados ultimamente. Todos temos vários e as vezes nem sabemos identificá-los. A mais recente brincadeira é o fetiche com meu pescoço longo e magro e minha laringe proeminente.

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Eu sempre gostei do meu pescoço e uso golas e adereços que o valorizam, mas agora vou dar uma atenção especial a ele nas fotos e vídeos. Isso também é uma maneira de valorizar meu corpo e minha sensualidade de uma forma romantizada. Aproveitando o ambiente gótico da minha música e meu próprio gosto pelo ar vitoriano inspirado nos vampiros tenho um bom terreno para mostrar minha personalidade meio romântica meio agressiva. Sempre amei fotografia e pintura e é bem apaixonante juntar o visual e o sonoro para construir uma personagem ou várias, delinear histórias. Mas esse fetiche não vai ser o único a ser explorado certamente.

A cantora Daniele Krauz era conhecida por cantar outros estilos musicais como MPB, Pop e Música Clássica. Como foi a transição de outros estilos para o Metal? Teve alguma dificuldade nessa mudança de estilos? O que essa experiência em estilos diferentes do Metal acrescenta para a cantora?

A experiência com estilos diferentes é ótima para enriquecer a técnica e desenvolver a sensibilidade para trabalhar com artistas diferentes. Isso também se mostra na minha criatividade na hora de compor. Tenho uma variedade de opções de temas musicais que fazem a composição vir fácil. Tanto que tenho músicas em vários gêneros, apenas não pretendo gravar todas. Meu foco agora é apenas o Metal, é algo que sempre sonhei fazer. Cada vez mais eu sinto necessidade de colocar pra fora toda a energia que é natural em mim e nenhum lugar melhor que o Metal. O metal em todos os seus gêneros permite carregar as composições e interpretação com um dose de paixão e agressividade que é libertadora. Neste momento na minha vida é nesse mundo que eu me encontro.

Todo o romantismo e suavidade da MPB são muito bonitos mas eu já passei dessa fase. Talvez eu já tenha cansado de ser a boa moça (risos). A segurança e técnica que alcancei em tudo que faço me dão as bases necessárias para mostrar todas as minhas armas no palco. E além disso é uma terapia maravilhosa, cantando metal, dançando, fotografando dentro dessa personagem me sinto mais real. Este talvez seja um momento em minha vida em que minha carreira profissional permite que eu explore mais o meu próprio conhecimento, acumulado com tantas experiencias profissionais e emocionais. Também me dando a oportunidade de me conhecer melhor psicologicamente, talvez eu esteja disposta a testar meus limites, de certa forma, de uma maneira mais externalizada, me fazer conhecer. Em tudo que tenho feito desde que iniciei essa aventura musical tenho mostrado uma parte de mim que as pessoas que já me conheciam a tempo não sabiam que existia. E posso assegurar que há muito mais no pacote da cantora Daniele Krauz.

 

A vocalista Daniele Krauz tem sido comparada com Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish. Como lida com essas comparações?

Sem dúvida é ótimo ser comparada com uma grande cantora. Não posso negar que ela foi uma enorme influência para os meus primeiros passos. Mas tenho conseguido me distanciar disso. Creio que em primeiro lugar porque meus ídolos no metal são homens. Meu sonho é cantar com a qualidade de um Freddy Mercury, Jorn Lande. Eu tenho necessidade de criar meu próprio estilo, ter a minha marca. Mas as comparações sempre são um parâmetro, uma forma de medir como o público me vê. Quando me comparam com Tarja ou outra cantora que eu admiro ou que é reconhecida fico muito lisonjada, significa que estou no caminho certo.

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As letras da banda têm diversos temas como espiritualidade, autoconhecimento, etc. Quais são as influências na hora de compor as letras da banda e o que espera passar com elas?

Todas as letras falam de coisas importantes para mim, da maneira como eu leio o mundo e as pessoas ao meu redor. Algumas letras foram fruto de leituras filosóficas como o Banquete, de Platão, mas eu gosto de falar sobre o que estou pensando no momento. Então ao lado das questões filosóficas por si também coloco histórias que me ocorreram, mas como boa escritora dificilmente as pessoas que inspiraram as letras vão se reconhecer nelas, isso já foi testado.

As letras são fruto de meu próprio aprendizado estudando, das experiências que me fizeram amadurecer, são maneiras de curar minhas dores e gritar minha opinião. Mas como faço parte de uma comunidade, todos somos ligados pela saciedade de nosso tempo, também falo as dores, medos e desejos comuns a muitas pessoas. As músicas que mais amamos são aquelas que falam aquilo que queríamos dizer e não conseguimos. Ser uma cantora é sem dúvida um presente divino, eu posso dizer tudo o que quero, tudo que penso, tudo que sinto. Mas me interessa falar de uma maneira que você se reconheça, se sinta tocado, quero falar com o que há de mais profundo e verdadeiro em você.

A música não é sobre mim, mas sobre criar um vínculo com alguém. Essa inspiração vem da emoção que sinto ouvindo Pink Floyd e suas letras tão poéticas e diretas, ou da sensualidade de Whitesnake, muitas musicas me inspiram, antigas e modernas. Eu dou muita atenção a qualidade das letras e sou surpreendida com muitas poesias e as histórias por trás das músicas. Também sou apaixonada por idiomas e como lidamos com a linguagem para expressar que é mais importante. As palavras tem significados profundos e é possível construir metáforas muito ricas quando se tem um diálogo constante com grandes mestres.

O instrumental da banda apresenta diversas influências como progressivo, melódico e gothic metal. A banda possui alguma fórmula na hora de compor? E como fazer para dosar tantos estilos diferentes em suas músicas?

Eu sempre gostei de misturar coisas, as composições são todas minhas, então eu brinco muito com meu humor no momento. O que eu estiver ouvindo mais naquele período é o que vai aparecer mais na composição. Minhas composições não são lineares, são um quebra cabeças. Da mesma forma as músicas não tem necessariamente uma conexão entre si. Inclusive quem encontrou ou categorizou meu estilo foram os ouvintes e críticos. Eu mesma não saberia dizer a que gênero pertenço. Também não é minha intenção me amarrar a um grupo. Claro que é necessário manter alguma coesão entre as músicas para que haja organização, uma identidade, mas não é necessário limitar o espaço criativo.

E ainda há mais a colaboração dos músicos que se envolvem com os projetos. Cada músico que grava comigo e os músicos que participaram da banda até agora tem acrescentado seus toques pessoais nos arranjos e solos. Mesmo as composições sendo minhas e tendo a minha marca são também um projeto coletivo. Acredito que tudo isso, tantas influências agregadas, só funciona bem por conta do conhecimento técnico de todos que se envolvem e também do bom gosto musical. Ou talvez seja algo peculiar do Brasil, nós somos uma mistura tão grande de povos que isso influi na nossa maneira de fazer arte. Não temos uma única raiz ou identidade, não sentimos necessidade de manter uma linha. Tudo que cai nas nossas mãos nós modificamos, felizmente ao menos na área do rock temos ótimos criativos.

Espaço para considerações finais e agradecimentos

Quero agradecer pelo espaço que vocês oferecem, que é de grande importância. E agradecer a todas as pessoas que de alguma forma se envolvem com o desenvolvimento do rock no Brasil. Temos muito a oferecer e é necessário que haja um espaço solidário e acessível para mostrarmos nossa cara.

Quero convidar a todos a conhecerem todos os canais de contato com DKrauz. Estamos abertos a críticas, cometários, sugestões, parcerias.

 

DKrauz Metal Band: https://www.facebook.com/dkrauz.metalband 

Daniele Krauz fan page:https://www.facebook.com/danielekrauz.com.br 
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCNjPjbAye4Jx-9XjnP1OF4Q

Contatos para shows: 

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